Cuidados além da alimentação: carrapatos

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Cuidados além da alimentação: carrapatos

Todos sabemos que devemos ter o máximo de atenção com nossos bichinhos e cuidar da alimentação deles com todo o carinho do mundo, certo? Também precisamos de outros cuidados, como a higiene, a disciplina e a rotina.

O post de hoje será meio conselho, meio depoimento triste de uma das integrantes da Cãolinária, da Fernanda.

Vitoria01

 

Eu, Fernanda, passei o texto para a primeira pessoa porque não saberia narrar o que aconteceu com a Vitória de outra forma. Senhoras e senhores, esta pequerrucha da foto acima é a Vitória, que foi minha companheira por 12 anos. Ela nasceu da Loba, uma cachorra resgatada da rua pela minha prima. Na ninhada, 4 cachorrinhos: um natimorto, o Herói e a Vitória (que entalaram durante o parto e só nasceram com a intervenção da minha prima Daniela) e outro cachorrinho que não chegou a nascer, que ficou dentro da Loba por um tempão, sem sabermos que ele estava lá. Depois de ser castrada e cuidada, a Loba ainda viveu um tempão. Pelas constas aproximadas, a Loba deve ter ficado na nossa família até seus 16, 17 anos.

Pois bem… Vitória sempre foi uma cachorra calma, zen e educadíssima. Só aprendeu a ser mais sapeca quando chegou a Canela. Sempre se alimentou bem, vivia com o vermífugo e o anti-pulgas em dia. Dificilmente saíamos para passear, porque o quintal da minha casa é grande e sempre tive medo das doenças da rua. Um belo dia, Vitória não levantava. Peguei-a no colo sem nem me dar conta de ela pesava 15kg e corri ao hospital veterinário indicado pela Renata (a PetChef). Diagnóstico: doença do carrapato.

Pensei tanto de onde poderia ter vindo o tal carrapato, já que ela não saía à rua (afinal eu tinha medo das doenças da rua, né?). Conversando com a veterinária sobre os hábitos da Vivi (apelido que ganhou no hospital durante a longa internação), chegamos à conclusão de que ela havia sido picada por um carrapato que caiu no quintal junto à folha da árvore do vizinho. Tempos depois, descobri que dois cachorros vizinhos também tiveram a mesma doença. Ambos também não saíam de casa. Apenas uma coisa em comum na vivência deles e da Vitória: a árvore do vizinho.

Tratamento duro e intenso numa  que já era uma senhora de respeito.

Foi então que descobri que eu deveria ter usado o anti-carrapatos nela. Mesmo sabendo que ela não corria no mato nem frequentava sítios, chácaras ou fazendas. Simplesmente pelo fato de que havia uma árvore na casa do vizinho que morava ao fundo da minha casa, cujas folhas serviam de transporte para os bichinhos crueis.

A luta foi intensa e, depois de uma recaída, vencemos os parasitas transmitidos pelo carrapato. No entanto, como complicação do tratamento, Vitória desenvolveu doença auto-imune que passou a destruir as plaquetas do seu sangue. Outra luta intensa da qual não saímos vencedoras. Faz quatro meses que a Vitória foi correr com outros bichinhos num lugar mais iluminado, mais feliz e com menos dor. A saudade ficou aqui, bem grandona, e o aprendizado sobre uma coisa super simples: o uso do anti-carrapatos.

Canela detesta a aplicação do produto que é um misto de anti-pulas e anti-carrapatos, mas aprendemos da forma mais triste que era necessário.

Este é o recado da Cãolinária de hoje: além do cuidado com a alimentação dos nossos bichinhos, devemos ficar atentos ao calendários de vacinas e a outros cuidados tão simples de serem tomados, mas que fazem toda a diferença no final das contas.

 

By | 2014-10-20T10:34:28+00:00 outubro 20th, 2014|Dicas|0 Comments

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